quarta-feira, 11 de julho de 2012

"O CHALET DA PRAÇA VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA".

                Foto do Extinto Chalet da Praça Voluntários da Pátria


Por Cid Marinho, Bagé-RS



Com a chegada da luz elétrica, clarearam-se os espaços e a segurança melhorou. A população que só conhecia as festas das salas de visitas e das casas de espetáculos, descobriu a diversão e o entretenimento noturnos, pelas alamedas da Praça. Foi mandado construir então, pelos senhores João Prati e Martim Rossel, um "Chalet" de madeira coberto de zinco, na antiga Praça (hoje Praça Silveira Martins). O Chalet foi inaugurado em 09 de Setembro de 1899, e no seu contrato dizia que os proprietários poderiam explorar o negócio durante 12 anos, depois passaria para a "Intendência Municipal". 

O "Chalet" funcionou ininterruptamente por 28 anos, e foi explorado por vários comerciantes. Durante um certo período, foi denominado "Chalet América", administrado pelo Sr. Antônio Fernandes de Oliveira. Em 1927, o Chalet foi desmontado, para ceder o seu lugar para o atual "Coreto Municipal".


      










quarta-feira, 27 de junho de 2012

BAGÉ BICENTENÁRIA: "A principal Avenida da Cidade"

                                          Avenida 7 de Setembro ontem e hoje



Por Cid M. Marinho, Bagé-RS.

 A antiga cidade ia por assim dizer, da "Igreja de São Sebastião" até o "Cemitério" atual. As ruas eram estreitas, sem iluminação, e sem calçamento. Foi o Marechal Hermes Ernesto da Fonseca, quando Capitão, que em 1855, mandou traçar as novas e largas avenidas, em direção ao Norte da Cidade. Em 17 de Outubro de 1860, com a aprovação da "Presidência da Província", a Câmara Municipal resolveu substituir o nome da rua principal, que antes era chamada de "Rua do Portão", para "Avenida 7 de Setembro".
Esta avenida, foi a primeira a receber o calçamento de pedras, e também a primeira a ter iluminação elétrica, em 1899. Nela foram instalados a primeira sede do antigo "Banco da Província do Rio Grande do Sul", e o primeiro "Cinema" da Cidade, em 1914. Até os dias atuais, a "Avenida 7", continua sendo a com maior número de "Prédios, Lojas, Bancos, Clubes, e Hotéis". Em contra partida, tem sido a Avenida mais agitada/congestionada de pedestres e motoristas, durante o horário comercial.

Na imagem antiga, cabe informar que no prédio bem à direita, aparece a extinta sede do antigo "Banco da Provincia do R.G.S.", inaugurado em 1914. E na imagem atual (que foi produzida no mesmo ângulo de vista que a antíga), existe hoje, o imponente prédio construído em 1928, onde também funcionou o antigo "Banco da Provincia", depois passou a funcionar nele o "Banco Meridional", e atualmente está funcionando o "Banco Santander".


quarta-feira, 6 de junho de 2012

O ANTIGO MERCADO PÚBLICO E EXTINTO POSTO DE GASOLINA DE BAGÉ

                                         Antiga foto da Rua General Sampaio



Por Cid Marinho, Bagé-RS

A presente foto, até então desconhecida da "Rua General Sampaio", Centro da cidade de Bagé, foi produzida em 1951 (Do alto do Ed. Salim Kalil). Na época ainda existia o antigo "Posto de Gasolina" construído em 1939 e demolido em 1973, para dar lugar ao atual e polêmico "Calçadão". À esquerda aparece parte da lateral do extinto "Mercado Público" construído em 1886, e demolido em 1954. Era um dos mais bonitos "Mercados" do interior do Estado, com a sua derrubada perdeu-se uma das principais referências da história e memória de nossa cidade. 



terça-feira, 15 de maio de 2012

TERTULIA ENTRE MATES E CANÇÕES



Dia 20 de maio a partir das 19:00 horas, no CTG Candeeiro do Pago em Candiota, acontece a quarta edição da  TERTULIA ENTRE MATES E CANÇÕES. O evento que já homenageou Leopoldo Rassier, Cesar Passarinho e José Claudio Machado, nesta edição homenageia o poeta e escritor natural de Santana da Boa Vista, mas radicado em Candiota desde 1974: SEVERINO RUDES MOREIRA. Serão 12 músicas entre as mais premiadas do autor e mais dois poemas, sendo um deles inédito e que fala em dois retratos de uma querência, ou seja, Candiota de ontem e de hoje. As obras serão defendidas pelos artistas locais e a participação especial de Tiago Cesarino, Zulmar Benitez e Sergio Rosa, com encerramento através da Invernada Artística “Os Candeeiritos”.
O evento terá além de uma jantar campeiro comercializado pelo CTG, vários sorteios de brindes a quem doar um livro novo ou usado. Acervo esse que será direcionado a Biblioteca Publica de Candiota.
Fica, portanto, um convite para prestigiarem esse evento e degustar a poesia desse autor com mais de 20 anos de estrada, acrescidas de belas melodias criadas por seus parceiros musicais e a voz afinada dos jovens cantores e cantoras de Candiota.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota tem nova diretoria

              NOVO PRESIDENTE JOÃO HENRIQUE DUARTE E CÁSSIO LOPES


No dia 14 desse mês, estiveram reunidos em Dario Lassance, os integrantes do Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota. Na oportunidade foi escolhida à nova diretoria da entidade que ficou assim composta:

Presidente: João Henrique Dill Duarte,
Vice-Presidente: Cássio Gomes Lopes,
Secretário: Luiz Carlos Machado Nunes,
Tesoureiro: Severino Rudes dos Santos Moreira,
Conselho Fiscal: Ivan Renildo Kasper, Cláudio Greco Castañeda e Daiana Moura Etcheverria.

Cássio Lopes, ao deixar a presidência do Núcleo ressaltou: “Em pouco tempo de existência, nossa entidade obteve várias conquistas importantes, não só para Candiota, bem como a região. Isto é fruto do trabalho em conjunto de pessoas comuns que uniram esforços em prol do coletivo e se engajaram para resgatar a história da nossa região”. Sobre a nova diretoria, Lopes destaca: “Inicia-se uma fase nova, na qual continuaremos a almejar conquistar novos horizontes e ao João Henrique desejo todo sucesso a frente desse tão importante trabalho”.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota Recebe doação de livros de historiador Bageense.

                           Cássio Lopes recebendo os livro de Cláudio Lemieszek



Após breve contato com o renomado historiador Cláudio de Leão Lemieszek, Cássio Lopes presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota, salientou o interesse da entidade em adquirir os livros do pesquisador. Algumas semanas após, Cláudio, consegui grande parte de sua obra, a qual fez questão de doar o acervo para os Pesquisadores Candiotenses. Os livros Doados Foram:

Bagé- Relatos de sua História,1997. Livraria Martins Livreiro
Bagé- Novos Relatos de sua História, 2000. Livraria Martins Livreiro
Governo e Governantes de Bagé - 1964-1978, 2003, Editora Praça da Matriz.
Notícias da Revolução de 1923 em Bagé – “A Capital da Paz”, 2008, Editora Praça da Matriz.

“Agradeço ao Cláudio pela doação dos livros, os mesmos serão de suma importância para nossas pesquisas”. Salientou Cássio Lopes.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Encontro do Passo da Conceição

                                Passo da Conceição, sobre o Arroio Candiotinha
                                        Fronteira entre Candiota e Pedras Altas


Por Cássio Lopes

Após o Combate do Cerro da Palma, localizado entre os arroios Candiota e Candiotinha, ocorrido no dia 15 de março de 1844, ficaram os imperiais sem cavalhada. Era urgente fazer a remonta. Por isso o Tenente Coronel Francisco Pedro de Abreu, o “Chico Moringue”, designou os seus oficiais Fidelis Paes da Silva, Emídio Rodrigues e Barão, com sessenta homens, divididos em três partidas, para recolherem a cavalhada nas estâncias sobre a fronteira da Banda Oriental.
As Vistas se voltavam para propriedades de parentes do General Antônio de Souza Netto, como José Netto e Domingos Netto.
A recorrida foi frutífera. Duzentos cavalos foram “requisitados” para o império, e eram conduzidos no dia 18 de março de 1844, na direção do Candiota.
O Coronel Antônio Manoel do Amaral, que trivera notícias dessa providencia de remonta, mandou o Tenente Coronel Camilo dos Santos Campelo aguardar o retorno dos “predadores”.
Alojando-se no Passo da Conceição, sobre o Arroio Candiotinha, hoje divisa entre os municípios de Candiota e Pedras Altas. O Tenente Coronel Campelo ficou na expectativa dos acontecimentos.
Ali se deveria dar o encontro das três partidas, para bandeando o Candiotinha, rumarem para a Serra dos Veleda, território pertencente hoje ao município de Pinheiro Machado, outrora Cacimbinhas.
Mandando espias acompanhar a aproximação de Fidelis, Emídio e Barão, ficou Campelo na espreita.
Cerca do meio-dia se aproximam os três emissários de Moringue, tangendo mais de duzentos cavalos.
Rumam em direção ao Passo, quando são surpreendidos pela gente do Tenente Coronel Campelo.
Dá-se o entrevero, e os Imperiais vendo-se em minoria, deixam os animais e desabalam em fuga, perdendo quatorze homens e oito cavalos.
A perseguição aos que fogem não é exitosa, já que se espalham em desordem.
A gente de Campelo volta para dar atendimento aos prisioneiros e à cavalhada, ao mesmo passo que o emissário vai levar notícia ao Coronel Antônio Manoel do Amaral, que ainda estava no Cerro da Palma.
A 19 de março, há o encontro de todos os farrapos. Na parte desse confronto, é narrada à valentia e o destemor de Fidelis da Silva Paes, Tenente de Chico Moringue. Como acentua Alfredo Varela: “Fidelis, tremebundo sujeito, conquanto de todos surpreso, não se acovardou. Bateu-se com o arrojo feroz de que deu mostras até o fim da vida em nossos tempos, numa das guerras civis do Uruguai”.

Fonte: Bagé e A Revolução Farroupilha-Tarcisio Antônio Costa Taborda