sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pesquisadores Resgatam a História do Coronel Manoel Lucas de Oliveira


Por Cássio Lopes

Manoel Lucas de Oliveira nasceu em Povo Novo em 29 de janeiro de 1797. Falecendo em Rio Grande em 1874. Estancieiro nas proximidades do Arroio Candiota, era casado com sua sobrinha Inês Lucas de Oliveira. Combateu na Revolução Farroupilha em várias importantes batalhas, como um dos principais líderes da Revolução no Rio Grande do Sul, entre elas a batalha do Seival, quando depois da vitória, ajudou a convencer o comandante Antônio de Sousa Netto a proclamar a República Rio-Grandense, nos campos dos Meneses, as margens do Arroio Jaguarão, declarando assim separado o Rio Grande do Sul do Império do Brasil em 11 de setembro de 1836. Foi capturado em 25 de março de 1840, junto com Onofre Pires, perto da Quinta do Bibiano, margem direita do Rio Jacuí, junto com 60 infantes, 4 carretas de fazendas, 2 peças de Artilharia e munição. Foi depois libertado em troca de prisioneiros. Em São Lourenço do Sul, na localidade de Boqueirão, venceu batalha contra a tropa do imperial Francisco Pedro de Abreu. Foi ministro  da República Rio-Grandense e terminou a revoluçção no posto de coronel. Assinou uma das três declarações de paz, firmada em 28 de fevereiro de 1845, em nome de Gomes Jardim, presidente da República Rio-Grandense, encerrando a revolução de mais de 9 anos. Em 1847 foi nomeado Coronel da Guarda Nacional e comandante dos municípios de Piratini, Bagé e Jaguarão. Foi eleito deputado provincial na 3ª Legislatura da Assembléia do Rio Grande do Sul, em 1848. Depois foi responsável pela organização do primeiro corpo de Voluntários da Pátria para Guerra do Paraguai em 1865. Também participou como comandante de uma brigada de reserva nas Guerras Platinas contra Oribe e Rosas.
 Manoel foi pioneiro na produção de minério na região, em 06 de julho de 1865, assim relata em seu diário: “Hoje está melhor a atmosfera eu vou ir a Caleira. Fui e vi a metade da pedra do forno está calcinada e amanhã vão começar a recolhê-la. Vim com o Sebastião pela pedreira nova e tirou umas pedras para fazer a experiência; eu trouxe também. À noite ocupei-me a fazer um calculo sobre as despesas e rendimentos que pode ter a Caleira em um ano, fazendo duas fornadas de dois em dois meses, e achei dar livre de despesas, a todos juntos= 4.788 patacões, e cada um dos três, 1.596. Trabalhando com quatro peões bons e efetivos, dando a cada um para o etape – meio patacão diário e de salário, dez patacões por mês”. Cássio Lopes, presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota, destaca quem quiser conhecer as caleiras, as mesmas localizam-se no assentamento do Passo do Tigre, a margem direita do Arroio Candiota, próximo a Cimbagé.

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